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No meu caso, deveria trabalhar com terapia? Um papo "tecniquez", Por Juliana de Lacerda Ca


Durante uma reunião de coaching, uma cliente me perguntou se deveria trabalhar também com terapia.

Seu processo foca no desenvolvimento de relacionamentos e uma das coisas que descobrimos é que ela geralmente desconfia das intenções das pessoas. Isso, claro, faz com que se coloque numa posição defensiva, o que impacta na forma como as pessoas a veem e também como respondem a esse cenário... gerando um efeito dominó.

Expliquei para essa querida cliente algo que também pode ser esclarecedor para muitas pessoas. Mas antes preciso estabelecer um “pano de fundo”.

Desde a barriga de nossa mãe, nosso cérebro começa a fazer diversos registros e formar o que chamamos coloquialmente de mapas mentais. Em linhas gerais, esses mapas são o resultado do que experimentamos com nossos cinco sentidos e das emoções resultantes do que experimentamos, e são a explicação de como nos comportamos, como vemos o mundo, e por aí vai. Por exemplo, se você experimenta uma traição e fica mal com isso, provavelmente vai ter mais cautela para confiar nas pessoas dali pra frente, por causa dos mapas mentais que formou.

No coaching, queremos “lapidar” os mapas existentes, ou gerar novos que sejam mais produtivos às pessoas, para que elas atinjam seus objetivos. Mas existem mapas que são muito “fortes” e mais difíceis de trabalhar, e por isso a pergunta de minha cliente faz muito sentido.

O que expliquei para ela é que tudo depende do que está por trás dos registros que carrega hoje...

Se um mapa foi criado ao longo da vida, mas não existe uma emoção negativa associada, fica mais fácil gerar mudanças pelo fluxo: insight, plano de ação, prática consciente e consistente. Por exemplo, se eu falo demais e me dou conta disso sem que sinta algo ruim a respeito, posso criar um plano de ação e praticá-lo para me acostumar a falar menos. Ainda que não seja simples mudar um hábito, esse fluxo possivelmente será o suficiente para me ajudar a chegar onde quero.

Se, por outro lado, o mapa foi criado e existem memórias (que eu perceba ou não) com fortes emoções negativas associadas, será bem mais difícil enfraquecer esse mapa somente “fazendo diferente”... pois fortes emoções, em geral, fazem com que nosso cérebro trabalhe sozinho e fortaleça os mapas existentes. Num caso assim, por mais que a pessoa se esforce em praticar de maneira diferente, seu avanço poderá ser bem mais lento, ou quase não acontecer.

Sabe aquela pessoa que magoou você há muito tempo e, por mais que você não a veja, só o “lembrar dela” já o deixa estressado? Pois é... isso é seu cérebro trabalhando nessa memória emocional sem você perceber.

É nesse último caso que uma terapia pode ser interessante, pois nesse trabalho o terapeuta ajudará a pessoa a investigar mais profundamente o que é aquela emoção negativa e trabalhará para diminuir a força daquela emoção. Assim, o mapa que antes era alimentado sem a pessoa perceber vai parar de ser nutrido, o que permitirá com que novas ações praticadas com consciência e consistência levem a novos mapas e, então, a novos resultados.

Bom... sei que esse papo é meio “tecniquez”, mas pode ajudar a entender o seguinte: o coaching será suficiente quando uma pessoa conseguir lidar de uma forma mais prática com emoções e avançar para objetivos e transformações produtivas. Por outro lado, a terapia será importante quando uma emoção negativa for tão forte que atrapalhe o avanço da pessoa e necessite de maior investigação e foco para ser desconstruída ou ressignificada.

Às vezes digo aos meus clientes que “nem sempre precisamos buscar pelo em ovo” para avançar... mas, a conclusão que quero passar nesse texto é complementar a essa ideia: a de que, quando o pelo realmente existir no ovo, é necessário que se lide com ele com instrumentos adequados... para que então se possa decidir o que cozinhar!

É isso aí.

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