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Ei, me escuta! Por Juliana de Lacerda Camargo


Costumo brincar que hoje tudo é coaching... até bronca! Sabe a pessoa que diz: “Vem aqui que vou te dar um coaching!!!”? Pois é...

Só que coaching não tem relação com bronca, nem resulta de experiência de vida... e nem tampouco acontece como mágica depois de um final de semana dentro de uma sala de aula. O coaching é uma carreira técnica e séria, regulamentada por órgãos internacionais e que depende de muito estudo e prática. Por exemplo, no meu caso já busquei mais de 360 horas de cursos de coaching certificados pelo ICF, o principal órgão que regulamenta o coaching no mundo... Também tive a oportunidade de passar por outros cursos de desenvolvimento humano e me dediquei já a muitas e muitas horas de prática fazendo coaching e treinando pessoas...

E o que quero contar a você é que a pessoa que aprende o coaching de verdade desenvolve muitas competências, sendo uma delas a escuta ativa, que é a capacidade de escutar... bom... ativamente!

Mas o que quer dizer isso?

Sabe aquele ditado de que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca que é para escutarmos mais e falarmos menos? Então... pare com sinceridade para pensar no seu contexto de vida. O quanto você é escutado de verdade? E o quanto para pra escutar as pessoas ao seu redor... de verdade? E que consequências será que isso tem?

Se você fez uma reflexão sincera, possivelmente se deu conta de que raramente escuta as frases até o final, pois geralmente “sabe o que a pessoa ia falar” e já se antecipa para “ganhar tempo”, não é? Também se deu conta de que muitas vezes não para de fazer as coisas para dar atenção a quem fala contigo, pois não “pode perder tempo e consegue fazer mais de uma coisa por vez”. Não é assim? Mas não se preocupe, pois isso acontece com a maioria massiva das pessoas.

Só que existem sérias consequências quando a escuta é ausente ou insuficiente. Relacionamentos, projetos e produtividade, tudo sofre quando não existe uma escuta ativa que chegue ao cerne das questões e à verdade por trás delas. Afinal, se eu não compreendo verdadeiramente com o que estou lidando, muito provavelmente decidirei e agirei de maneira insuficiente... ou muitas vezes até errada.

A escuta ativa vai muito além de receber as palavras que são ditas. Ela envolve ritmo, volume, entonação; e vai além também do “que” é dito, indo direto para “quem” está dizendo – seus valores, identidade, forma de funcionar...

E por que isso é importante? Nancy Klein, em seu livro Time to Think, conta que trabalhou num projeto para uma grande companhia focando na escuta. Após um ano, os resultados contabilizados foram de 62% de ganho em horas de gestão, ou o equivalente a 2.304 horas. Banal? Parece que não...

Quando nós, da R122, damos nosso Treinamento de Coaching para Líderes nas organizações é bastante comum as pessoas serem profundamente impactadas pelo conceito da escuta ativa e pelo fato de que nunca a desenvolveram, e ficam felizes com a oportunidade gerada pela nova descoberta e capacitação.

E o principal propósito desse texto é justamente a sua autopercepção e o estímulo a buscar conhecer e praticar a escuta ativa. Seus relacionamentos, suas estratégias e liderança serão fortemente impactadas... e pra melhor!

É isso aí.


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