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Você é mais engraçado do que imagina. Por Juliana de Lacerda Camargo


Falaremos hoje sobre rir de si mesmo e como isso impacta nos estados mentais, emocionais, além da própria produtividade, entre outros. E, para facilitar o racional, ressalto os pontos tratados.

Pessoas defensivas

Provavelmente você já trabalhou com pessoas muito defensivas, o que é muito desgastante – tanto porque é física, mental e emocionalmente cansativo, como porque impacta na própria produtividade, afinal as coisas tendem a não ser assertivas quando lidamos com pessoas defensivas e muitas vezes um objetivo pode se perder em função de coisas que a pessoa toma para o lado pessoal, e por aí vai...

Por que as pessoas são defensivas

O que acontece com uma pessoa mais defensiva é o que normalmente compartilhamos sobre um cérebro que se acostuma a um estado constante de ameaça. Ou seja, a pessoa defensiva possui um cérebro que normalmente percebe sinais ou estímulos como possíveis ameaças, e por isso facilmente entra num movimento de bater ou correr, ficando agressiva, ou se retirando, etc.

Uma coisa que percebo na interação com as pessoas é que uma motivação para a defensiva constante é a autocobrança. Pois é. Pessoas com alto nível de autocobrança andam com seu ‘copo constantemente cheio’, o que faz com que qualquer dose extra de questionamento o faça transbordar. Às vezes uma simples pergunta já é percebida como `a gota’ a mais na sua já esgotada capacidade de lidar com cobranças e estresse... afinal, a pessoa dorme e acorda com isso todos os dias!

Nosso cérebro pode se transformar

Agora, o bom é que, quando conseguimos diagnosticar um funcionamento padrão, isso definitivamente não representa uma ‘sentença de morte’ – no sentido de ser algo imutável. Pelo contrário, sabemos que o cérebro muda, o que é maravilhoso. E existem formas de o cérebro mudar – desde experiências que vivemos, até memórias que nutrimos, e até mesmo esforços conscientes que sigam os já conhecidos 4Cs: Consciência, Consistência, Cadência e Coração.

E, se o cérebro pode mudar a partir do que nutro de dentro para fora – do que penso e sinto para os comportamentos – o inverso também é verdadeiro. Muitas vezes, quando exercito um comportamento diferente de maneira voluntária, isso também tem o potencial de gerar neuroplasticidade – que é modificação estrutural, funcional e até química do cérebro, o que afeta nossos filtros, comportamentos, hábitos, etc.

Bases para essa forma de gerar transformação são trazidas, por exemplo, por Amy Cuddy, psicóloga social que ficou muito conhecida em um TED em que trouxe a frase “fake until you make it” (algo como “finja até que vire verdade”), bem como pela ciência por trás da ‘imagética visual’ (ou visualização utilizada nos esportes), por exemplo, o que é igualmente aplicável a exercícios de ensaio para desenvolvimento de habilidades. O que se sabe a partir da medição cerebral em exercícios de visualização versus prática real é que mesmas áreas cerebrais são ativadas, embora possivelmente com intensidades diferentes. Ou seja, quando imaginamos algo, estamos criando e consolidando os mesmos mapas mentais que seriam trabalhados na vivência real da situação.

Para dar um exemplo, existe uma área de nosso córtex pré-frontal (CPF) esquerdo que está relacionado a emoções positivas, à atividade, à proatividade, etc., sendo um lugar ativado quando esse tipo de dinâmica existe e vice-versa. E há estudos que mostram que o simples sorrir voluntário gera atividade nessa região, reforçando a hipótese de que, para o cérebro ser ativado, não há limitação à motivação de dentro para fora (quando se deseja algo), mas também é possível fazê-lo de fora para dentro (quando decido fazer, mesmo que não queira).

E... se a neuroplasticidade acontece quando há o fortalecimento de conexões neurais, tanto posso gerar mais atividade no meu CPF esquerdo quando nutro emoções positivas, como quando voluntariamente opto por dar um sorriso – mesmo que não me sinta feliz naquele momento. E, ao nutrir tal atividade repetidas vezes, farei com que a atividade naquela região seja reforçada e eventualmente consolidada, criando-se um ciclo virtuoso.

O humor

A risada e o humor estão associados a estados positivos da bioquímica do cérebro, havendo, por exemplo, redução de cortisol (hormônio do estresse) e aumento das defesas naturais do cérebro.

John Arden, PhD, em seu livro Rewire your Brain, fala sobre os potenciais benefícios da risada:

  • Aumento da função cognitiva – capacidade de aprendizado, raciocínio.

  • Exercício e relaxamento de músculos.

  • Aumento momentâneo das batidas cardíacas e pressão sanguínea.

  • Redução de níveis de cortisol.

  • Aumento da atividade das células de defesa do corpo.

  • Alteração da expressão genética.

  • Estímulo de produção de dopamina.

  • Aumento de longevidade.

Ele também fala sobre os benefícios psicológicos do humor:

  • Reduz ansiedade.

  • Reduz estresse.

  • Reduz depressão.

  • Aumenta autoestima.

  • Aumenta energia e esperança.

  • Aumenta senso de ‘empoderamento’.

Albert Bandura, psicólogo social, também fala crença da autoeficácia – a crença de que ‘eu posso’- e os efeitos na motivação, perseverança, escolhas, entre outros.

Juntando as peças

Enfim, com base em todo racional que expus até agora e juntando as peças, fica o ponto principal.

Se você é alguém que se cobra muito, está na hora de começar a rir mais de si mesmo. E não se trata de ser menos responsável, mas sim sobre levar as coisas um pouco menos a sério, rir mais da sua humanidade, das suas falhas e seus deslizes. Isso o ajudará a ter estados mentais mais produtivos, gerar mais alianças, sem contar que você ainda terá mais disposição e saúde.

Rir de si mesmo não é papo de abraçar árvore! Existe base científica por trás de tudo isso!

Assim, a partir de hoje, pisou na bola, ria mais de si mesmo... com responsabilidade, mas mais perdão. Você conseguirá tomar melhores decisões e sairá melhor das situações!

É isso aí.

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