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A importância da adaptação. Por Juliana de Lacerda Camargo


Hoje vamos falar sobre uma competência cada vez mais essencial, que é a adaptabilidade.

E começo falando que adaptação não é algo fácil para ninguém, visto que o cérebro detesta incertezas, bem como ter de se esforçar para aprender novas coisas – ambos aspectos contidos no contexto de mudanças.

E, embora essa seja uma competência mais natural para alguns do que para outros, hoje sabemos que pessoas mentalmente saudáveis podem desenvolver o que se propuserem genuinamente. Portanto, vale o esforço!

Veja, saber se adaptar sempre foi algo necessário à própria sobrevivência humana, mas ao longo dos últimos tempos temos vivido uma realidade de constantes novidades, mudanças... sem contar enxurradas de informações e a busca pela segurança dentro de um contexto de notícias e compartilhamentos muitas vezes duvidosos. O termo mundo VUCA (em inglês Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), foi cunhado no contexto pós Guerra Fria, nos anos 1990, mas hoje vem sendo usado de forma crescente para que se entenda a realidade em que vivemos.

Aliás, este texto está sendo escrito em meio à pandemia do COVID-19, um cenário de mudanças viscerais e de aspectos significativos, sem previsão certa da retomada da saúde ou economia... e todos tentando se adaptar para sobreviver e sair do outro lado. Poucos cenários poderiam ser mais VUCA do que o que vivemos hoje.

E, para que possamos desenvolver essa adaptabilidade, trago quatro dicas que podem ser utilizadas.

1. Identificar a forma com que encaramos as mudanças

Lembra-se do iceberg que sempre falo? O que penso define como me sinto, que define como ajo. Já minhas atitudes me aproximarão ou afastarão dos resultados que desejo.

Se olharmos para o iceberg de quem lida pior com mudanças, veremos um provável fluxo:

· Pensamentos: “Isso não vai dar certo”; “Vai dar muito trabalho”; “Vai ser pior”; “Não vou dar conta”, etc.

· Sentimentos: medo, ansiedade, tensão, etc.

· Comportamentos: negação, sabotagem à mudança, falta de comprometimento, criação de obstáculos, etc.

· Resultados: desde impactos nos relacionamentos até produtividade – seja da pessoa ou das que são atingidas ou influenciadas por ela.

Alguém que identifica esse tipo de padrão pode ter o entendimento de que lida mal com mudanças.

A partir daí deve haver a decisão de começar a enxergar esse iceberg de forma diferente, encarando as propostas como possibilidades, bem como entendendo que pode haver ganhos, mesmo quando não se é possível prevê-los. Também é importante pensar que sempre haverá aprendizados que tornarão a pessoa mais apta e capacitada, sem contar que a negação a uma mudança inevitável só vai atrasar a vida da pessoa. Essas mudanças poderão afetar todo o iceberg de uma forma bem mais positiva.

2. Tudo é processo

Uma das coisas que também acontecem com alguém que lida mal com mudanças é a sensação de que tudo será diferente da noite para o dia e de que a pessoa precisará estar pronta para esse novo quando ele chegar. Isso pode gerar muita tensão e reatividade ao movimento.

Aqui é importante lembrar que tudo é processo! Mesmo quando um processo é mais doído e agressivo, haverá vários subprocessos para adaptação e transformação do novo normal. Quando entendemos que não seremos cobrados por resultados no minuto seguinte e que haverá um tempo para ajustes e adaptação, ficamos muito mais abertos ao novo.

3. Posicionamento

Quando estamos estressados pela mudança, é natural que haja um desalinhamento de comunicação e expectativas, o que pode impactar nas relações de forma mais profunda e negativa do que gostaríamos.

Por isso, entender a si mesmo e seu contexto, bem como comunicar/posicionar as pessoas sobre como você está em meio a tudo isso e o que está pensando será muito importante para realinhar as expectativas e cuidar das relações.

Aliás, essa parte começará com você e sua capacidade de posicionar a si mesmo. Entenda como está e informe a si mesmo... parece meio doido, mas ajudará seu cérebro a ter mais clareza e se acalmar, para então tomar melhores decisões.

4. 4Cs

Talvez você já tenha conhecido os 4Cs em outras postagens. Essa é uma possível fórmula para desenvolver habilidades, hábitos e competências e envolve Consciência, Consistência, Cadência e Coração. Há vários textos e vídeos com esse conceito no blog e youtube da R122, além das redes sociais.

Como a mudança envolve novos hábitos, é essencial entender e viver o conceito dos 4Cs.

Bem... a mudança será inevitável – hoje e sempre. E saber se adaptar é uma competência que não apenas ajuda o indivíduo emocional e produtivamente, mas também é fundamental para seu crescimento como pessoa e profissional.

Onde você está nesse processo e o que pode começar a fazer a partir de hoje com as dicas que foram colocadas aqui? Reflita e aja sobre isso!

É isso aí.

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