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Já ouviu falar em visão sistêmico-empática? Por Juliana de Lacerda Camargo


Possivelmente você já tenha escutado falar em visão sistêmica, mas neste texto abordaremos esse tema do ponto de vista da empatia e trarei uma fórmula que não é minha, mas foi criada por um cliente como resposta a um processo de desenvolvimento.

Veja, falando de uma forma bem superficial, um sistema (simples) é o resultado de um conjunto de elementos que se comportam de determinada forma quando vistos individualmente, mas que no coletivo adotam comportamentos e influências mútuas que resultam numa dinâmica própria. Quando os tais elementos são alterados, retirados ou novos são inseridos, o sistema como um todo ‘sente’ e sofre alterações.

Quando no contexto corporativo ou empresarial falamos de visão sistêmica, nos referimos à competência da pessoa em compreender o funcionamento isolado das diferentes áreas, projetos, pessoas, dinâmicas, etc., bem como a forma como tudo isso se relaciona, se influencia e é influenciado, além dos resultados dessas interações. A partir dessa visão, a pessoa é capaz de compreender como aquilo que ela faz impacta o sistema e vice-versa, sendo capaz de tomar decisões mais coerentes e produtivas.

Agora, quando se fala na visão sistêmica, normalmente o descrito acima já é considerado suficiente, quando na realidade há um complemento muito importante à parte técnica dessa visão. Falo aqui do que chamo de visão sistêmico-empática e que tem relação com aquilo que às vezes menciono sobre o ‘soft’ que impacta no ‘hard’, como por exemplo a comunicação, a capacidade de se relacionar, entre outras competências que impactam fortemente em produtividade.

Assim, a visão sistêmico-empática envolve tanto a compreensão técnica dos sistemas e a capacidade de analisar e tomar melhores decisões a partir daí, como também a percepção das pessoas que estão por trás das áreas, projetos e dinâmicas em geral, bem como as relações de aliança e confiança que estabeleço com elas. Em resumo, deve-se entender o técnico do sistema e as relações e reações humanas que o envolvem, para que realmente todas as variáveis sejam consideradas.

Mencionei no início do texto sobre uma fórmula criada por um cliente, a qual foi resultado de um trabalho de desenvolvimento em relacionamentos e que em algum momento se deparou com uma descoberta. Uma das demandas daquele trabalho era de que aquele profissional tivesse mais compreensão dos sistemas, o que em sua percepção era uma das coisas que melhor fazia, já que tinha bom conhecimento de todas as áreas com as quais se relacionava e seus funcionamentos.

O que ele aprendeu durante o processo, no entanto, foi que o entendimento das outras áreas do ponto de vista técnico não era o suficiente para que ele se ‘colocasse no lugar’ das pessoas das outras áreas para lidar com as cargas emocionais e pressões existentes. Como resultado ele passava a impressão de ser alguém arrogante e egoísta, aspectos que não condiziam com seus valores pessoais e o faziam achar que se tratava muito mais de uma incompatibilidade sua com a cultura da organização do que qualquer outra coisa.

Quando ele entendeu que lhe faltava uma peça no entendimento da visão sistêmica, ficou satisfeito porque haveria algo a ser feito. Exploramos juntos como ele poderia exercitar o aspecto da empatia e esta foi a fórmula de 5 passos que ele criou:

1. Pergunte-se: como gostaria de ser tratado se fosse comigo?

2. Escutar de forma ativa e genuína, inclusive considerando a história da pessoa.

3. Quando a emoção aflorar é necessário dar tempo para acalmar, respirar e refletir.

4. Para responder, fazer sempre parte da solução.

5. Ser sincero e humilde quando não souber. Dizer ‘não sei’ e focar na solução.

No acompanhamento da aplicação da fórmula, meu cliente descobriu muitos benefícios e como tudo passou a ser mais fácil e produtivo.

Sua maior luta com foi o ponto 5, uma vez que se percebeu orgulhoso e vaidoso ao longo do processo. Ainda assim, à medida que foi treinando esse ponto foi conhecendo também uma profunda satisfação de passar por cima do orgulho para encontrar resultados muito melhores do que antes.

Pois é. Essa é uma pessoa que achava saber tudo sobre visão sistêmica, mas que acabou aprendendo algo que fez toda diferença na sua forma de gerenciar relacionamentos.

E pra você? Será que isso pode ajudar?

É isso aí.

Juliana de Lacerda Camargo é especialista em transformação de líderes e organizações. Possui mais de 20 anos de experiência com pessoas, gestão e liderança. Fundadora da R122. Managing Partner da C4TL Brazil. Consolidada experiência em processos de desenvolvimento com executivos e líderes, bem como treinamentos, workshops e palestras sobre desenvolvimento humano, liderança, neurociências e comunicação - no Brasil e exterior. Autora de Avançando para o Alvo e Comunicação que Transforma.

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