Buscar
  • R122

Para ficar bem: 7 ações práticas de autocuidado. Por Patrícia Schuindt

Autocuidado é uma condição para o bem-estar. E nesses tempos difíceis, fortalecer ações que nos fazem bem, é algo que precisa ser ainda mais intencional. Autocuidado também caminha lado a lado com a produtividade. Quando estamos bem, produzimos melhor!


Se você encontra dificuldades de, na prática, manter ações de autocuidado, pare para refletir sobre os possíveis "vilões" e como estabelecer uma rotina que fará diferença em seu cuidado mente & corpo.


Meu objetivo com esse texto é te ajudar nessa reflexão e te encorajar na efetivação de mudanças necessárias. Afinal, tem ações que podemos ter e que podem fazer diferença!


Vamos nessa?


Antes de falar das sete ações práticas de autocuidado, quero falar de um passo anterior, que é a importância de sair do automático e perceber quais são os “vilões” pessoais sobre o tema. Vou citar três vilões comuns: 


  • A nossa forma de pensar: se você sente culpa ao realizar ações de autocuidado ou nunca encontra tempo para elas, provavelmente há pensamentos negativos associados ao tema ou mesmo não compreendeu de fato a importância disso em sua vida. Então deixo a pergunta: o que significa autocuidado para você? Percebe algum desajuste entre seus pensamentos e ações? Qual é a sua história e a história de sua família sobre o tema? Precisamos exercitar o pensamento de que somos seres integrais e que para ficar bem, bem como para produzirmos com mais qualidade, é preciso ter pausas e ações voltadas ao nosso corpo e mente.

  • Seguir no Piloto automático da rotina: quando o autocuidado não entra em uma programação definida, provavelmente ficará pra depois e depois e depois. Isso é muito natural para a maioria das pessoas. Para vencer esse “vilão” você precisa priorizar em sua agenda o que fará para se cuidar. Se não fizer isso, sempre as pessoas e situações poderão te levar para longe do seu plano. Então, que ações de autocuidado terá pela manhã, à tarde e à noite? Liste as ações e o momento em que as colocará em prática. No começo será um esforço maior, até que aos poucos se consolide como um novo hábito. Por isso, nada de desistir nas primeiras tentativas. É começar e recomeçar sempre, partindo de novos níveis.

  • Falta de autoconhecimento: se você não sabe o que faz bem para você e o que funciona na prática, fica difícil mesmo conseguir. Veja se esse pode ser seu primeiro passo e mergulhe em buscar suas respostas!

Mapeadas essas questões, vamos pensar agora em sete ações práticas de autocuidado que podemos inserir em nossa rotina. 


1. Fazer exercícios de autogerenciamento emocional: controle emocional não significa não sentir nada! Mas sim sentir, entender o que sente, nomear e ter clareza das escolhas a partir disso. Para ajudar nesse raciocínio, tem quatro passos e perguntas que você pode treinar, sempre que perceber uma mudança interna. 

  • Primeiro: identifique como você se sente e nomeie as emoções. O que você está sentindo? 

  • Segundo: descubra o motivo de estar se sentindo assim. Por que você se sente assim? O que gerou esse sentimento?

  • Terceiro: pense na consequência. Qual a consequência de agir por esse sentimento, ou de permanecer neste estado?

  • Quarto: crie estratégicas de enfrentamento: qual a melhor forma de lidar com essa situação? O que você pode fazer para se sentir melhor?

Ressalto aqui uma frase que vi recentemente do Psicólogo Ricardo Mello:

“Emoções reprimidas, negadas ou evitadas, acumulam-se transformando-se em noites mal dormidas, nós na garganta, doenças psicossomáticas, nostalgia, ansiedade, dúvidas, conflitos, insatisfações crônicas, depressão. É preciso aprender a se conectar, identificar e lidar com nossas emoções.”

Esses quatro passos, compõem um exercício mental que você pode fazer diariamente, para alcançar maior compreensão emocional e chegar ao “controle” das emoções.



2. Insira em sua rotina aquilo que te acalma, faz relaxar, descontrair, rir e se sentir bem: aqui é importante buscar autoconhecimento para escolher. Há alguns caminhos possíveis a explorar: meditação, práticas de espiritualidade, assistir algo que goste, tocar um instrumento musical, ouvir música, jogar um jogo, e por aí vai. São muitas opções. E o que me faz rir ou relaxar, pode ser diferente para outra pessoa. Seja protagonista em suas escolhas.


3. Coloque limites no uso do celular / verificação de notícias: precisamos desconectar e desacelerar para dar conta das emoções e estar no presente. "A internet" nos diz o tempo todo que tem informações novas e o volume de conteúdos que podemos acessar é ao mesmo tempo maravilhoso, mas também pode gerar ansiedade. Então, tenha clareza de seus objetivos e do seu papel, a partir disso, selecione sem medo e filtre informações. Ver notícias é bom para se informar, mas observe se está passando do limite de algo que é para ser instrutivo, para algo que está te destruindo por dentro. 


4. Interaja com pessoas de confiança para compartilhar e ser escutado: quando expressamos o que pensamos e sentimos, temos a oportunidade de obter mais clareza, nos acalmar e também nos conectar com os outros. Busque espaços seguros de escuta. Quando foi a última vez que você teve um tempo de qualidade contando sobre o que está acontecendo com você? Como você tem vivido esses dias? Conectando à ação número um, essa ação fortalece o exercício de gerenciamento emocional. 


5. Faça exercício físico: não é necessário ser “fitness super master”. Isso é uma escolha e priorização de cada um. Mas é nível básico do autocuidado saber que exercício físico impacta fortemente em nossa saúde. Inclusive quando falamos em saúde mental. Falo aqui especialmente sobre sair do sedentarismo, se movimentar e gerar energia no próprio corpo. Não adianta também fazer o que todo mundo está fazendo: encontre aquilo que você se anima mais por fazer. Esse momento de Pandemia requer muitas adaptações, mas tenha clareza do que é o seu melhor agora e depois você faz novas definições. Tem muitos aplicativos e canais no YouTube para treinos em casa e é possível também fazer caminhadas, desde que se respeite o distanciamento e práticas de higiene recomendadas por conta da COVID-19.


6. Respeite suas necessidades de sono: quantas horas de sono são ideais para você? O sono é reparador para corpo e mente. Por isso, dormir é uma atividade que precisamos cuidar bem! Algumas pessoas têm encontrado dificuldades de adormecer ou de ter aquele sono mais profundo. Isso pode ser sinal de que seu emocional precisa ainda mais de cuidado. Se este é o seu caso, procure conversar com um profissional (médico / Psicólogo) para entender o que ocorre com você. Melhorar a qualidade do sono é melhorar a qualidade de vida.


7. Mantenha alimentação saudável: não existe novidade aqui - todos sabemos que nosso corpo depende de uma alimentação adequada para funcionar bem, além dos impactos no médio e longo prazo na balança saúde / doença. Procure acompanhar orientações de profissionais da área e mova-se em uma dieta balanceada. Mas aqui quero ressaltar também o papel das bebidas em nosso bem-estar. Tudo que ingerimos traz efeitos não só no corpo, mas também na mente. Algo que tenho percebido como comum na quarentena é o aumento do hábito de beber bebidas alcoólicas, tanto em quantidade, quanto em frequência. Qual a consequência disso para o seu organismo? Embora possa trazer alívio momentâneo e parecer “refúgio” diante das tensões, esse hábito pode agravar alguns quadros de ansiedade, depressão e transtornos mentais. Esteja atento e consciente sobre o que as bebidas têm gerado em você. E uma pequena dica: um chá de camomila pode ser um grande aliado para acalmar, assim como outros chás.   


Como você se você em cada uma dessas ações? O que já faz bem? O que tem faltado em sua rotina?


Pare para definir seu plano semanal, contemplando não somente as atividades de trabalho e cuidados com a casa e outras pessoas, mas também reserve tempos intencionais dedicados ao seu autocuidado.


Lembre-se especialmente que para cuidar de outras pessoas, é preciso também se cuidar e ficar bem, embora a equação seja complexa, não podemos desistir de tentar alcançar um equilíbrio.


E caso não consiga avançar sozinho e sinta que está em um nível alto de estresse e não se sente bem, procure ajuda profissional. Existem saídas!


Texto escrito por Patrícia Schuindt, que é Psicóloga e Professional Certified Coach (PCC), credenciada pela ICF (International Coach Federation), e atua em processos de Coaching de Líderes e desenvolvimento de competências. Para falar com a Patrícia: pschuindt@r122.com.br

202 visualizações
  • Facebook R122
  • YouTube R122
  • Instagram R122
  • LinkedIn R122

Copyright R122 / R122 Coaching ©2020. 

All rights reserved. Todos os direitos reservados.

São Paulo | Alphaville | Guarulhos | Ribeirão Preto | Araraquara

E-mail: contato@r122.com.br