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Um passinho pra trás, por favor. Por Juliana de Lacerda Camargo

7 Nov 2016

 

 Gosto muito daqueles programas que mostram países e paisagens com imagens feitas por drones. Enxergar por cima do excesso de detalhes e barulhos faz com que tenhamos uma compreensão de contexto muito maior. Aliás, ao se andar pelas ruas de uma cidade não se pode imaginar qual o resultado da combinação de suas estruturas, a não ser que se olhe de cima. Uma perspectiva diferente e mais ampla.

 

Da mesma forma, quando um pintor está a criar uma obra ele sempre dá vários passos pra trás para poder enxergar melhor seu trabalho e ver ângulos que talvez estivessem fora de sua visão enquanto se debruçava em partes específicas. Ao pintar a Mona Lisa, não seria possível para Leonardo da Vinci fazer o que fez sem olhar diversas vezes para sua musa à distância.  

 

Fazendo um paralelo com nossa vida, é fácil perceber as muitas vezes em que não conseguimos ter uma visão contextual porque estamos afundados nas situações e nas consequentes emoções envolvidas.

 

Geralmente quando nosso cérebro se sente ameaçado por algum motivo, entramos na resposta de bater ou correr e ficamos temporariamente mais instintivos e menos racionais, perdendo a noção de realidade de coisas, contextos e pessoas.

 

John B. Arden, PhD, nos explica que existe uma via de mão dupla entre nosso humor e nossos pensamentos. Ou seja, pensamentos negativos geram emoções negativas, bem como pensamentos positivos geram emoções positivas.

 

Ele também ensina que há algumas distorções cognitivas (de pensamento) comuns que levam as pessoas à perda de perspectiva. Por exemplo:

 

-Pensamento polarizado:

Preto ou branco, tudo ou nada, bom ou ruim, etc.

-Generalização:

Acontece quando pegamos um incidente isolado e chegamos a conclusões absolutas.

-Personalização:

Quando interpretamos que cada olhar ou comentário feito tem alguma relação negativa conosco.

-Leitura de mente:

Quando assumimos negativamente que sabemos o que os outros estão pensando.

-Obrigações:

Quando criamos regras rígidas que nos dão pouca flexibilidade para nos adaptar aos ambientes socialmente complexos de nossos tempos.

-Catastrofização:

(amo esse termo, apesar de não existir em português!)

Quando percebemos qualquer evento como uma catástrofe em curso ou iminente.

-Avaliação emocional:

Quando baseamos nossas opiniões em nossos sentimentos.

-Pessimismo:

Quando antecipamos resultados negativos pra maior parte das situações.

Rewire your Brain (John B. Arden, PhD, pg 58) – tradução livre

 

E se por um lado há essas “falácias cognitivas”, por outro há formas de se combatê-las, como considerar tons de cinza, checar a realidade versus sensação, manter o otimismo, focar no problema ao invés de como ele impacta em seu valor pessoal, entre outros. No final das contas, pra mim tudo isso tem relação com um pensamento mais macro de dar um passo pra trás e olhar a situação num contexto maior e numa perspectiva diferente.

 

Você já criou todo um contexto em sua mente e depois deu um tempo – dormiu sobre o problema – e uma realidade nova se revelou? Ou você já reagiu imediatamente a uma situação, para depois se arrepender percebendo que havia um contexto maior por trás?

 

Dar um passo pra trás é fundamental quando queremos ter uma visão realista das coisas. Mesmo quando uma situação se finda em nós mesmos, dar um passo atrás pra entender nossas reais motivações, medos e anseios é fundamental para que decisões mais acertadas sejam tomadas.

 

Geralmente passamos nossa vida aprofundados em nossas emoções, pensamentos, e seguimos avançando meio que no automático. Aliás, importante saber que nosso cérebro nos leva ao automático de uma forma... automática. Por isso é sempre importante adotar uma postura consciente e intencional.

 

Como vimos acima tendemos a rotular e nos relacionamos com o rótulo – seja com relação a nós mesmos, seja com relação aos outros ou mesmo ao mundo. Criamos crenças subconscientes que nos governam sem nem mesmo entendermos o que está acontecendo, o que faz com que muitas vezes sejamos incoerentes e geralmente reajamos de forma instintiva.

 

Assim como no caso do pintor ou da cidade vista pelas câmeras do drone, precisamos adotar a mesma ferramenta para nossas vidas e dar um passo pra trás – ou subir no drone – para ganhar uma perspectiva maior, diferente e muitas vezes melhor. E ao fazer isso podemos lidar com a diferença entre a justiça e a injustiça, a perda ou o ganho, e por aí vai.

 

Qual seria a sua forma de dar um passo pra trás? Seria escrever? Sair da sala e dar uma volta pra tomar uma água? Conversar com alguém?

 

O importante é que cada um terá sua forma de fazer esse movimento. E por isso, mais importante ainda é que você encontre essa sua forma pessoal e vire mestre em usá-la. Isso fará com que conheça paisagens muito mais bonitas e que farão muito mais sentido! Pode ter certeza.

 

É isso aí. 

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