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Os 5 Segredos da Comunicação que Transforma. Por Juliana de Lacerda Camargo

7 May 2018

 Créditos Imagem: Unsplash, por rawpixel

 

Começo esse texto com uma pergunta: ‘Quantas vezes você parou para pensar intencionalmente na sua comunicação hoje – seja na forma com que fala, se porta ou posta?’... Se você é como a maioria das pessoas, talvez sua resposta seja ‘nenhuma’, ou ‘pouquíssimas’. Pois é... apesar de sabermos intuitivamente como uma comunicação mal feita pode dar origem a problemas (alguns muito sérios), tendemos a levá-la de uma maneira muito automática e pouco cuidadosa, não é verdade? 

 

Um levantamento do site businessperform.com de 2016 trouxe dados de diferentes fontes sobre os impactos da comunicação em relação a aspectos como turnover, absenteísmo, atendimento ao consumidor, gestão da mudança, entrega de projetos, acidentes de trabalho, custos com litígio, até o incrível ponto de retorno a investidores. Ou seja, a comunicação, que parece algo tão natural e subjetivo, pode impactar objetivamente o desempenho e resultados de uma organização.

 

Sabe, a comunicação advém de sistemas fisiológicos extremamente complexos e não há como se pensar nela sem considerar um fluxo de 4 bases de contato: o que penso é diferente do que comunico, que é diferente do que você ouve, que difere ainda do que você escuta. Pensou o drama? 

 

Com base nisso, criamos um racional de 5 pontos importantíssimos para que uma pessoa ou organização possa construir uma comunicação que transforma não apenas as relações, mas os resultados que delas decorrem:

 

1. Para uma boa comunicação, é fundamental o uso da Escuta Ativa, com especial atenção à Empatia.

  • É fato que as pessoas não se escutam! Sempre acreditamos já saber o que o outro vai dizer e temos de lidar constantemente com nossos próprios pensamentos e distrações internas. 

  • Nancy Klein fez um trabalho de escuta intencional com um time de gerentes sêniores de uma corporação, cujo resultado foi de economia de tempo anual de 62% , ou 2034 horas de gestão (5:30 horas por dia, se trabalhassem 365 dias sem parar).

  • Ou seja, a falha na escuta gera grande prejuízo na produtividade. Aliás, quantos retrabalhos você já presenciou porque alguma ponta não escutou direito?

  • Alguns aspectos são essenciais para se desenvolver uma escuta ativa: intenção, empatia, foco e curiosidade. 

 

2. Sem alinhamento, existe uma enorme possibilidade de haver entendimentos/interpretações diferentes. 

  • Partimos do pressuposto de que o que é óbvio para nós também o é para os outros, mas isso é uma grande falácia e gera grandes problemas na comunicação e atendimento de expectativas, sem contar na própria produtividade.

  • Nosso cérebro é único e nossos caminhos neurais criam diferentes filtros para interpretarmos o mundo. 

  • Com base nisso, também decorre a conclusão de que temos expectativas muito próprias a respeito das coisas.

  • É comum encontrarmos, mesmo em ambientes em que pessoas são submetidas à mesma cultura e formação, mentalidades diferentes, que dão importâncias distintas a mesmos aspectos.

  • É fundamental que haja alinhamento de entendimento em questões importantes. 

 

3. Sem ter clareza do que pensamos, sentimos, bem como do que é importante para nós, fica difícil nos comunicar com clareza.

  • Um dos maiores entraves na comunicação está no fato de não termos clareza no que realmente pensamos sobre determinada situação. Quão comum é para você a frase ‘Não era isso que queria dizer’?

  • Outro entrave está no fato de não comunicarmos ao outro aspectos sobre os quais temos clareza. Já vi situações em que um gestor perdeu um colaborador importante, que estava na linha de sucessão, simplesmente por não ter comunicado tal fato.

  • Para lidar com esses entraves, é fundamental que se trabalhe na clareza interna do que se pensa e sente a respeito de algo, e para isso é importante que se trabalhe com aspectos como a Inteligência Emocional, bem como sobre nossos motivadores internos de tomada de decisão.

  • A honestidade consigo mesmo é fator crucial nesses exercícios, sem contar a já mencionada empatia e visão sistêmica. 

 

4. Dependendo do que e como comunicamos, podemos gerar a percepção de ameaça, ou recompensa.

  • Nosso cérebro é nosso maior protetor! Ele está sempre tentando nos proteger de eventuais ameaças – seja com relação à sobrevivência, seja com relação ao gasto de energia vital, seja com relação às relações sociais. 

  • Quando sentimos que uma relação gera ameaça, nosso movimento automático é ‘bater ou correr’, entrando num movimento defensivo que reduz nossa clareza de raciocínio e tomada de decisão e muitas vezes nos faz responder de uma maneira agressiva ou omissa.

  • Por outro lado, quando sentimos que há segurança numa relação, nos tornamos mais energizados e raciocinamos melhor, além de nos tornarmos mais criativos.

  • A forma com que uma comunicação é feita pode causar grande impacto nesse fluxo. 

 

5. Para otimizarmos o registro das informações, temos de comunicar de forma curta, precisa e generosa.

  • Se realizamos uma comunicação de forma longa e/ou confusa/técnica demais, geramos uma sobrecarga no cérebro da outra pessoa. 

  • Se comunicamos de maneira agressiva ou sem considerar o impacto no outro, podemos fazer com que ele se feche para o que queremos comunicar, pois seu movimento será de autoproteção.

  • Para evitar esses movimentos e criar uma comunicação fluida e produtiva, há 3 aspectos-chave: seja curto (poucas palavras), seja preciso (use palavras que comuniquem a essência do que deseja), seja generoso (‘cuide’ de como sua comunicação impactará o outro). 

 

Há ainda algumas dicas pontuais para uma comunicação que transforma que ensinamos em organizações... mas isso fica para uma próxima vez!

 

É isso aí.

 

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