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Quanto do ambiente pode nos definir? Por Juliana de Lacerda Camargo

21 Mar 2019

Outro dia uma cliente me perguntou quanto o ambiente pode nos influenciar. Para começar a explicar, falei que existem quatro variáveis a serem consideradas nessa pergunta: Nature (nossa natureza) x Nurture (aquilo que é nutrido pelo ambiente ou ao longo de nossa vida) x Piloto Automático x Consciência.

 

Começo falando de Nature. Nature significa nossa natureza; aquilo que nos pertence de uma forma natural. É fato que nascemos com nosso DNA e um código genético próprios. Há estudos que mostram que já nascemos com traços de estilo emocional gravados em nosso cérebro. Também é curioso como duas crianças nascidas de mesma mãe e pai já se mostram tão diferentes no choro, na fome, no temperamento, na saúde... tudo isso é o que chamamos Nature.

 

Nurture significa aquilo do que somos nutridos ao longo da história. Desde o ambiente em que fomos criados, até o ambiente em que vivemos hoje, bem como aquilo que assistimos, escutamos, lemos, as convivências que temos – tudo isso vai compondo nossas memórias ao longo da vida e em grande parte responde pelo que vamos nos tornando como indivíduos. Estudos inclusive mostram que o Nurture impacta em nossa Nature até o ponto de ligar e desligar a expressão de genes que carregamos conosco.

 

Piloto Automático significa o estado que em geral as pessoas vivem a vida... ao som do pagode ‘deixa a vida me levar’. Viver no piloto automático é responder às demandas, ao ambiente e a suas próprias motivações sem reflexão ou questionamento conscientes. O estímulo acontece (interno ou externo), uma reação automática se segue. Tendo em vista que o cérebro está sempre e automaticamente consolidando informações e tomando decisões para nos proteger de possíveis riscos, viver no Piloto Automático é estar refém de percepções que muitas vezes podem ser equivocadas, agindo e reagindo àquilo que parece, mas não necessariamente é.

 

Consciência, para o que abordaremos aqui, tem relação com aquele estado intencional de atenção e percepção, em que notamos a nós mesmos, o ambiente e as pessoas ao nosso redor com um nível diferente de entendimento e compreensão. Esse processo é muitas vezes cansativo, especialmente quando estamos lidando com informações e situações ainda desconhecidas.

 

A partir desses conceitos, o que respondi a minha cliente foi que um ambiente poderá compor quem somos e definir onde estamos, afinal, o Nurture pode afetar nossa própria Nature. Mas, isso será mais verdade quanto mais estivermos no Piloto Automático. Ou seja, se naturalmente sou uma pessoa mais calma mas começo a conviver num ambiente frenético e não me conecto com o que sou, com o que acredito, e não crio padrões voluntários de comportamento para me manter firme no que faz sentido para mim – tudo isso com o uso da Consciência -, aos poucos tenderei a ser moldado pelo comportamento, valores e identidade daquele meio em que estou.

 

Por outro lado, quanto mais consciente sou de mim mesmo e do ambiente em que estou, e mais me conscientizo daquilo que estou aberto a aceitar ou não, menos refém fico daquele ambiente, e portanto, menos definido por ele.

 

Em resumo: o ambiente só será capaz de nos definir na medida em que deixarmos que isso aconteça. Então, da próxima vez que você pensar em culpar o ambiente por quem você é ou quem se tornou, lembre-se que grande parte da responsabilidade por isso acontecer foi sua – quer você soubesse disso ou não.

 

Viver uma vida no nível consciente dá trabalho... e o cérebro busca constantemente poupar energia, algo que a Consciência gasta de monte. Por isso, questionar o ambiente, ou a mim mesmo, pensar em planos de ação para desenvolver ou manter hábitos dá uma canseira enorme... mas... ao mesmo tempo, quanto mais pratico algo, mais aquilo se torna simples e fácil, ao ponto de se tornar automático. E, se pensarmos que no longo prazo os benefícios de viver no banco do piloto de nossa vida são bem maiores do que o prazer imediato de sentar no banco do passageiro (outro movimento consciente), veremos que o esforço vale muito a pena.

 

Aliás, mais do que simplesmente não se deixar moldar pelo ambiente, nesse contexto que estamos falando o sentar no banco do piloto pode ser a grande diferença entre você ser definido pelo ambiente, ou ser aquele que o define. Olha que coisa poderosa! Deixar de ser influenciado para ser influenciador. Auxiliar o mundo a se transformar naquilo que você gostaria que ele fosse!

 

Sabe, no caso de minha cliente sua pergunta surgiu do fato de ter tido sua carreira limitada pelo que ela acreditava ser um ambiente pouco favorável. O que descobrimos foi que ela aceitou aquela situação e acabou amuando... deixando de ser aquilo que podia... deixando de gerar oportunidades a partir do que tinha e acreditava... Ao entender esse conceito ela também entendeu que, dali pra frente, passaria a ser ativa em qualquer ambiente em que estivesse, sendo protagonista para gerar transformação e avanço – e não somente esperando que o ambiente fosse propício para que essas coisas acontecessem.

 

E, agora que você entende um pouco da ciência que existe por trás disso tudo, pare pra pensar quantas vezes você achou que não tinha escolha, ou que se percebeu imerso numa cultura ou valores que inicialmente não faziam sentido para você? Quanto hoje você se sente refém da sua história ou do próprio ambiente em que está inserido? E, a partir dessas reflexões, considere como você pode, a partir de hoje, usar a Consciência para ajuda-lo a, muito mais do que ser definido pelo ambiente, ser agente de influência e transformação.

 

É isso aí.

 

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