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Confronto - intenção ou reação? E por que importa saber? Por Juliana de Lacerda Camargo

25 Apr 2019

 

 

E aí? O que é confronto pra você? Pontos de vista diferentes? Divergência de opiniões? Ânimos exaltados? E como você fica quando se depara com um confronto?

 

O fato é que cada pessoa vê esse tema de um jeito. Enquanto para uns o confronto é uma oportunidade de ampliar o debate e chegar a pontos de vista diferentes, para outros ele deve ser evitado a todo custo. Além disso, enquanto para alguns a simples discordância já representa um risco, para outros ânimos exaltados energizam e ‘empoderam’.

 

Ainda que existam formas diferentes de se lidar com o confronto, o fato é que pra grande maioria das pessoas ele pode ser fator de estresse e chegar ao ponto de gerar distração, queda de produtividade e rupturas em relacionamentos e alianças – e isso não é bom em qualquer contexto que seja.

 

Por isso hoje esse texto tratará desse tema: confronto (ou conflito, se você preferir)

 

Será que você já parou pra refletir por que os confrontos acontecem nas organizações – sejam privadas, públicas, ONGs, ou quaisquer outras? Se prestar atenção vai perceber que geralmente eles têm muito menos relação com a má-intenção das pessoas e muito mais relação com a falta de segurança, falta de clareza e sensação de ameaça que uma pessoa tem. Explico.

 

Em diversas oportunidades já compartilhamos sobre um aspecto curioso de nosso cérebro, que é interpretar situações como recompensa ou ameaça. Quando ele percebe uma situação de recompensa, a resposta automática é de aproximação, liberação de glicose para funções executivas, mais serotonina e dopamina, entre outros. Por outro lado, quando ele percebe uma ameaça vindo pela frente, automaticamente liga a resposta de ‘bater ou correr’ (fight or flight response), o que normalmente ocorre com a maioria das pessoas quando estão diante de um confronto, por exemplo.

 

Então, imagine uma situação em que eu, com minhas bases, aquilo que aprendi, meus valores, referências ou crenças, interpreto uma atitude sua como algo que pode me prejudicar ou, pior, uma má intenção de sua parte para me causar algum prejuízo ou dano. Se eu não parar pra lembrar o histórico da relação que tenho contigo, o que conheço de você, ou mesmo parar pra perceber meus próprios gatilhos e filtros enviesados à situação, muito possivelmente vou responder ‘batendo ou correndo’ de forma automática. Ou seja, diante de algum sentimento de ameaça posso me amuar, me retirar, me defender ou até mesmo atacar.

 

Num tipo de situação como essa, minha reação por interpretações enviesadas gerou o confronto... e minha resposta não terá sido gerada pela intenção de prejudicar você... mas pela reação que minha leitura enviesada gerou em mim. É um verdadeiro ciclo vicioso: eu leio uma má intenção/ameaça e reajo – se você não tiver maturidade para perceber que não estou fazendo por mal, vai ler uma má intenção/ameaça e também reagir... e assim o confronto foi gerado e sedimentado, sem que qualquer das partes tivesse intenção nesse sentido!

 

Há uma lenda americana que conta que a Guerra da Secessão começou com um tiro dado por um traficante de armas... e ambos os lados, Norte e Sul, atribuíram o início da guerra ao outro. Confrontos muitas vezes são assim.... o ‘tiro do traficante’ é nosso cérebro reagindo a algo que não existe na verdade...

 

Mas por que importa saber disso? Porque quando paramos pra pensar que um confronto pode ter nascido do sentimento de ameaça e não da má intenção alheia, podemos ficar mais empáticos ao outro e achar caminhos alternativos e muito mais eficazes para solucionar aquela situação.

 

Talvez você esteja vivendo hoje uma situação de confronto... ou talvez conheça alguém que o esteja. E se parar para pensar o que verdadeiramente está por trás disso e descobrir que talvez a outra parte esteja reagindo a um sentimento de ameaça, e não sendo mal-intencionada?

 

Faça esse exercício e pense em formas alternativas para lidar com a situação. Vai valer a pena!

 

É isso aí.

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