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Transformando quem transforma; testemunho Angola 2018. Por Juliana de Lacerda Camargo

23 May 2019

Hoje este texto não traz uma dica, nem uma estrutura de transformação, mas um testemunho da diferença que podemos fazer por meio de pequenos atos.

 

Talvez você se lembre que a R122 esteve em Angola em março de 2018 para fazer um trabalho na província de Bié, num projeto chamado Aldeia Nissi (www.aldeianissi.com), que cuida de mais de mil crianças, além de conduzir recentemente projetos para resgatar o bairro vizinho e pessoas de terceira idade.

 

Quando estivemos lá o trabalho ainda era pouco conhecido, mas no último ano graças a Deus isso tem mudado, pois algumas figuras de influência estiveram lá, dentre os quais Bruna Marquezine, que inclusive foi entrevistada pelo Luciano Huck enquanto estava na aldeia.

 

Nosso propósito como companhia foi levar a Palestra Interativa 4 Fases da Liderança, que é uma versão reduzida do treinamento de igual nome que traz competências de coaching para a liderança. A ideia era trazer os conceitos poderosos de coaching para a liderança local para prepará-los de uma forma diferenciada, o que foi feito de maneira totalmente voluntária, inclusive com todos os custos arcados por nós e hospedagem na casa missionária local junto a crianças e adolescentes que ali moram, comendo, dormindo, convivendo e aprendendo com eles – uma experiência única e transformadora!

 

Na palestra tivemos a presença de membros do governo, líderes de comunidades, diretores da escola, além de professores, e foi um tempo incrível de trocas e aprendizados. Como eles mesmo se intitulam, Angola é uma ditadura comunista e, por isso, a cultura é aquela do ‘manda quem pode e obedece quem tem juízo’, num lugar em que há muita pobreza, muita carência, corrupção e um instinto de sobrevivência extremamente aguçado, o que faz com que as pessoas busquem constantemente a autoproteção, inclusive no trabalho. Ali é comum ainda vermos prédios cravados de balas da guerra e tanques abandonados no meio das estradas... lembrança de um conflito civil que ainda está registrado em toda população.

 

Agora, imagine só... no nosso contexto já é desafiador trazer o conceito de uma liderança participativa, facilitadora, que faz os outros crescerem, prensarem por si mesmos, se desenvolverem e aparecerem. Isso já é disruptivo para líderes que conhecem os conceitos, autores e literaturas mais atuais... Ali, então, naquela cultura de sobrevivência foi um desafio ainda maior, mas também um nível de (porque não dizer) revelação também maior!

 

Era incrível ver as expressões dos participantes enquanto descobriam um modelo tão mais coerente e construtivo de liderança e, ainda que não soubessem ao certo como aplicar aquilo na prática (pois confrontava demais com a realidade deles), dava pra ver a esperança de algo diferente em seus rostos e na forma com que respondiam e interagiam. Realmente foi uma experiência incrivelmente rica e edificante e saímos de lá com a esperança de ter plantado uma semente que pudesse fazer a diferença.

 

E... até poucos dias tínhamos ficado somente na esperança, até que uma das diretoras da aldeia esteve conosco no Brasil e contou que as pessoas comentam e se lembram do treinamento sempre, além de ter compartilhado seu testemunho pessoal do que aquela experiência gerou em sua vida e liderança.

 

Ela conta que até aquele momento liderava de uma forma mais distante e direcionadora, sendo pouco paciente para escutar e se sentindo responsável por ter todas as respostas para tudo sempre, o que trazia um peso e estresse muito grandes. Com o que ela aprendeu, contou que sua liderança se tornou mais participativa, mais eficiente, escutando mais, trazendo as pessoas para perto e gerando um ambiente de muito mais colaboração e produtividade.

 

Esse testemunho, para nós, não teve preço! Coragem e disposição essa diretora já tinha de sobra, mas lhe faltava conhecimento – como à grande maioria dos líderes. Saber que a diretora de um projeto tão incrível se tornou uma líder tão mais capacitada, inspiradora e eficiente é saber que mais de mil crianças, senhores e o entorno da escola estarão melhor atendidos, pra dizer no mínimo!!! Que orgulho! Que honra!!!

 

Hoje, como falado antes, esse texto é um testemunho, também na esperança de que quem o leia entenda duas coisas: que podemos fazer a diferença e que existem diferentes formas de se liderar. Liderança não é uma competência simples e que aparece do nada – ela depende de coragem, propósito, compreensão e treinamento de muitas habilidades. E, quanto melhor é esse líder, mais aberto ao contínuo aprendizado e desenvolvimento ele estará sempre!

 

Essa diretora, que se tornou uma grande amiga, é um enorme exemplo pra nós desse líder que pode impactar profundamente a vida de muitas pessoas, e que teve a coragem e humildade para se permitir ir além e ser ainda melhor no que faz.

 

Obrigada, Angela Matos. Seu testemunho nos ajuda a continuar sonhando!

 

E, se você quiser, acesse o vídeo que mostra um pouco do trabalho que fizemos por lá! CLIQUE AQUI

 

É isso aí.

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