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A merecida crítica ao “Coaching”, por Patrícia Schuindt

31 Jul 2019

Sabemos o quanto o Coaching tem crescido no Brasil e o quanto ele é importante como metodologia de desenvolvimento de pessoas e realização de projetos.

 

Ao mesmo tempo, tem surgido cada vez mais pessoas se levantando contra o “Coaching”. Algumas pessoas têm tido aversão à palavra Coaching e a tudo o que se relaciona a este universo. Tem até algumas páginas na internet dedicadas a fazer críticas, muitas vezes severas à prática. 

 

Existe também um movimento propondo a criminalização do Coaching como profissão, que está tramitando no Senado. Como você pode ver nesse texto (clique aqui).

 

Por outro lado, surge esse outro movimento buscando a regulamentação do Coaching como Profissão (como citado no mesmo texto acima). 

 

Acho ótimo que ocorram discussões desse tipo. E é justamente sobre isso que quero falar nesse texto.

 

Quando começo a ler as críticas e posicionamentos contra o “Coaching”, fico refletindo e ponderando alguns pontos. E, no fim, percebo que o que estão falando sobre o “Coaching”, em grande parte têm razão. Por isso, o nome do texto “as merecidas críticas”...Vou explicar logo abaixo.

 

O primeiro ponto que quero trazer aqui são na verdade perguntas:

 

- De que Coaching estão falando?

- Quem é esse Coach que tem sido criticado intensamente? 

 

Ao responder essas perguntas, muitas questões são esclarecidas. Porque existe "Coaching" / "Coach" (entre aspas) e Coaching / Coach verdadeiros. É importante compreender diferenças.

 

Sobre o "Coaching" / "Coach": existe nesse mercado, pessoas que se posicionam sem ética e competência para atuar, se autointitulando Coaches.  Tem pessoas que apresentam o Coaching com propagandas enganosas. São os “milagreiros”, que vendem uma ideia do Coaching como solução para tudo no universo e a resposta mágica para qualquer tipo de questão...Então, só para destacar esses dois pontos:

 

  1. O Coaching não é a solução para tudo (tão óbvio, né? Mas tem sido necessário explicar). Existem abordagens que podem ser mais adequadas, dependendo da situação. Por exemplo, a Psicoterapia, a Consultoria e a Mentoria, são possibilidades de processos que podem ser indicados em determinados casos. 

  2. Nem tudo que recebe o nome de “Coaching” é Coaching. Sempre existiu e sempre existirão as pessoas que usam nomes indevidos, para atrair pessoas e gerar vendas, conforme a onda do momento. Não é mesmo? E tem sido assim. Tem gente dizendo que é Coach, que não é Coach. Tem gente dizendo que faz Coaching, que não faz Coaching.

 

Então, quero explicar um pouco do Coaching que conheço e entendo como metodologia de desenvolvimento. Onde o Coach (que é o profissional), é capacitado para facilitar o pensamento e processo do Coachee (pessoa que passa pelo Coaching).

 

O Coach facilita, através de suas competências, um processo de reflexão e desenvolvimento. Onde o Coachee define seus objetivos, reflete sobre si e sobre como alcançá-los, se conhece e busca sua transformação, com ideias e ações práticas. É um processo de maximização de potencial e crescimento.

 

Um Coach pode ser, por exemplo, credenciado à ICF, que é a International Coach Federation, uma organização global que busca a qualidade e ética na atuação profissional do Coaching. Os Coaches que são credenciados à ICF têm como se fosse um “selo de qualidade”, porque são capacitados e precisam demonstrar essa capacitação para receberem o credenciamento. Clique abaixo para abrir os links com as 11 competências da ICF e o Código de Ética da organização: 

 

Clique aqui para ver o Código de Ética ICF .

Clique aqui para ver as Competências ICF. 

 

Nós da R122 acreditamos nesse caminho e priorizamos em nosso time essa base e definição.  

 

E dentro desse contexto de credenciamento, existem três níveis:

O Coach ACC (Associate Certified Coach)

O Coach PCC (Professional Certified Coach)

O Coach MCC (Master Certified Coach)

 

Para cada nível desses credenciamentos, é exigido um número mínimo de horas completas de treinamento, uma quantidade mínima de horas de experiência e uma nota mínima em uma avaliação padrão, para medir os conhecimentos em Coaching.

 

Aqui vai um detalhe. Para ser um MCC, ou seja, um Master Coach, é preciso ter muita experiência prática, conhecimento e comprovar isso. O processo leva anos. Diferente de algumas situações onde para ser um Master Coach, você faz um curso e pode obter o título mais rapidamente.

 

O detalhe também é que a ICF não é uma escola de Coaching, é uma organização sem fins lucrativos, constituída por profissionais do mundo todo, de diferentes instituições.

 

Veja mais informações sobre o credenciamento à ICF aqui (é só clicar).

 

Finalizando, apresentei essas informações até mais técnicas, mas para que você entenda um pouco mais do que está acontecendo e conheça nosso posicionamento.

 

Sempre que estiver em dúvida sobre o Coaching, procure se informar e conhecer qual a formação e a trajetória da pessoa e onde ela está inserida nesse contexto todo. Esse é um ponto importante para diferenciar de que Coach estamos falando.

 

E se você tiver qualquer dúvida, qualquer questão ou mesmo quiser vivenciar uma sessão de Coaching com alguém de nós da R122, estamos por aqui para conversar.  

 

E vamos levar essa conscientização que é tão importante para que haja coerência e que tenhamos um mercado justo, correto e que as pessoas entendam o Coaching como uma ótima possibilidade dentre outras, dependendo de cada situação.

 

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